Hormônios são substâncias químicas, freqüentemente chamadas de “mensageiros”, porque viajam através do corpo via sangue e outros fluidos corporais na direção de outros órgãos e tecidos, afim de modificar e controlar as funções corporais.
Onde os hormônios são produzidos?
Os hormônios são produzidos por órgãos do sistema endócrino.

glândulas, hormônios e trilhões de receptores celulares. As glândulas são produtoras de hormônios e estão localizadas no cérebro (três delas) e (as demais) também pelo resto do corpo.
Cada uma é envolta por uma rede de vasos sanguíneos, pela qual extraem ingredientes para produzir dezenas de hormônios. Esses hormônios são liberados em pequenas quantidades, geralmente para a corrente sanguínea.
Aqui estão as principais glândulas produtoras de hormônios em mulheres:
Hipófise: controla as outras glândulas e produz os hormônios que desencadeiam o crescimento. Alguns se referem à glândula pituitária como a “glândula de controle-mestre”.
Pâncreas: produz insulina que ajuda a controlar o açúcar no sangue.
Tireóide: produz hormônios que ajudam na queima de calorias e na regulação da frequência cardíaca.
Paratireóide: controla a quantidade de cálcio no corpo.
Adrenal: produz hormônios que controlam o estresse (cortisol) e o desejo sexual.
Hipotálamo: responsável por controlar a temperatura corporal, a fome e o humor. Também está ligado à liberação de hormônios de outras glândulas e, por isso, controla o sono, a sede e o desejo sexual.
Pineal: também conhecida como tálamo, a pineal produz derivados da serotonina e da melatonina, que afetam a qualidade do sono.
Ovários: secretam estrogênio, testosterona e progesterona.
Qual a função dos hormônios?

Para encontrar seus alvos, recebe a ajuda dos receptores, proteínas especiais da célula ou de sua superfície. Esses receptores reconhecem hormônios específicos e acabam se ligando a eles. Quando isso acontece, essa combinação entre hormônio e receptor causa efeitos que aumentam ou diminuem processos específicos dentro da célula, tais como absorção de oxigênio e produção de energia, mudando a maneira como a célula se comporta.
É como se cada tipo de hormônio carregasse uma chave que só serve a uma fechadura específica (na célula). Na quantidade ideal, a produção hormonal abre as portas certas e, assim, cada célula pode fazer o que precisa ser feito.
Uma produção hormonal para mais ou para menos gera desequilibrio. Em resumo:
o equilíbrio hormonal é crucial para a nossa saúde e o nosso bem-estar.
Os hormônios e a nossa saúde
Emma Bryce explica que, muitas vezes, os hormônios são vistos como os donos do nosso comportamento. Ficamos escravas de seus efeitos, especialmente na puberdade. Mas estudos mostram que nosso comportamento é influenciado por uma variedade de elementos, incluindo o funcionamento do cérebro e seus neurotransmissores, nossos hormônios e vários fatores sociais. A função primária do sistema endócrino é regular processos corporais, e não nos controlar.
Doenças, estresse e até mesmo a dieta podem perturbar essa função reguladora, alterando a quantidade de hormônios secretados ou mudando a forma de resposta das células.
Pense, por exemplo, na tireoide e nos dois hormônios que ela produz: tri-iodotironina e tiroxina.
Nas células, esses hormônios influenciam a rapidez do uso de energia e a forma como essas estruturas trabalham. Isso, por sua vez, regula tudo, desde a taxa de respiração até o pulso, a temperatura corporal e a digestão.
A diabetes é uma das doenças hormonais mais comuns. Ocorre quando o pâncreas secreta pouca insulina, um hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue.

Na maioria das vezes, o sistema endócrino consegue manter nossos corpos em estado de equilíbrio. Com sua regulação constante, lidera as mudanças que ajudam a nos tornar quem realmente somos.
Terapia hormonal
Felizmente, muitas condições hormonais podem ser tratadas com terapia hormonal. Quando se trata de terapia hormonal para tratar os sintomas da menopausa, há várias opções a serem consideradas.
Você pode conversar com seu médico sobre o que é certo para você no que diz respeito aos tipos, combinações e dosagens (encontrar a dosagem certa é fundamental para cada caso). Geralmente, existem quatro tipos de terapias hormonais para você e seu médico analisarem:
Com hormônios bioidênticos: idênticos aos produzidos no corpo humano, esses hormônios incluem estrogênios (estrona, estriol, estradiol), testosterona e progesterona.
Com hormônios de outras espécies: são tecnicamente “naturais”, porque não são criados sinteticamente, mas não são “nativos” das mulheres humanas. O exemplo mais comum disso é o Premarin, uma mistura complexa de cerca de cinco estrogênios extraídos de éguas.
Com hormônios sintéticos: imitam as ações dos hormônios criados pelo corpo feminino. Muitos estrogênios sintéticos são usados em pílulas anticoncepcionais e geralmente são bem tolerados pela maioria das mulheres.
A razão original para o desenvolvimento dos hormônios sintéticos foi a criação de uma variedade de estrogênio e progesterona que resistisse ao ácido do estômago e permanecesse na corrente sanguínea o tempo suficiente para lograr eficácia.
Com combinação de produtos hormonais: une os bioidênticos e os hormônios sintéticos.
Por experiência e debates acompanhados pelo mundo, envolvendo especialistas como Dr. Louis Newson, GP e Especialista em Menopausa, no Reino Unido, e Dr.Heather Hirsh, MD, MS, NCMP, Professora de Medicina em Harvard, em Boston, o que se percebe é a urgente necessidade de educar mulheres e profissionais da saúde.
Por quê?
Para que possam tomar decisões baseados em fatos e ciência, levando em conta a individualidade de cada mulher, o contexto que ela vive ou está vivendo e baseando-se em exames laboratoriais.
Alguns profissionais da saúde são totalmente contra a terapia hormonal, pois ainda se baseiam em pesquisas antigas realizadas por amostragem com pouca representatividade.
Por isso, entendo (eu e um grande movimento de mulheres no mundo todo) que o melhor caminho é você se educar, aprender mais sobre o que acontece no seu corpo e buscar alternativas de tratamento.
Precisamos estar aptas a discutir e abordar questões importantes para o nosso bem-estar de modo franco e diretamente com nossos médicos, a fim de avaliar que decisões serão tomadas. Atualmente, existem muitas pesquisas apoiando soluções mais modernas. Ao longo do nosso Diário, trarei mais dados para você. Por enquanto fica aqui a dica número 1: procure por médicos especializados em menopausa, longevidade ou medicina integrada.
Fontes:
Dr. Karen Clark, Board Certified Obstetrician Gynecologist and Certified Menopause Practitioner of the North American Menopause Society.
Dr. Emma Bryce, Cientista e Jornalista: https://www.ted.com/talks/emma_bryce_how_do_your_hormones_work/transcript?language=en#t-67988
Dr. James Huston and Dr. Darlene Lanka, “Perimenopause: Changes in Women’s Health after 35”. New Harbinger.






